Palestra sobre história e educação anarquista

11/04/2016 08:20

O PET-História, o PET-Pedagogia e o Núcleo de Estudos de História, Literatura e Sociedade (Nehlis) promovem, no dia 18 de abril, uma palestra com o professor Rodrigo Rosa, da Universidade de São Paulo (USP), sob a temática “Perspectivas Históricas da Educação Anarquista: A Escola Moderna de Barcelona (Ferrer) e A Colméia (Faure)”. O evento ocorrerá no Auditório de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), às 14h.

A Escola Moderna de Barcelona foi um movimento pedagógico anarquista surgido na Catalunha no início do Século XX. Criado por pedagogo Francesc Ferrer i Guàrdia, a Escola Moderna foi um dos mais influentes movimentos políticos do último século. Na mesma época, o francês Sébastien Faure criou a escola libertária A Colméia, influenciado pelas ideias de Mikhail Bakunin e Paul Robin. Ambos os movimentos serão abordados na palestra.

O foco do evento são “as experiências educativas anarquistas em análise histórica, suas características e possíveis fontes para a pesquisa no campo da educação”.

Mais informações na página do PET-Pedagogia.

Doutorando em Geografia é premiado em simpósio internacional

07/04/2016 10:44

O trabalho do doutorando do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG), José Mauricio de Camargo, foi eleito como melhor pôster pelo comitê científico do evento International Coastal Symposium 2016, ocorrido em Sydney, Austrália, em março. Com o título “Spit Evolution as a Result of a Headland Bypassing”, o trabalho abordou a pesquisa “A transposição sedimentar entre praias limitada por promontórios rochosos no litoral do estado de Santa Catarina”, orientada pelo professor Antonio Henrique da Fontoura Klein.

‘Filosofia do Brasil em nova perspectiva’ é tema de aula inaugural

07/04/2016 07:26


O Departamento de Filosofia promove a aula inaugural do semestre, “Filosofia do Brasil em nova perspectiva”, com o professor Paulo Margutti. O evento será realizado no dia 14 de abril, às 20h15,no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).
Paulo Roberto Margutti Pinto graduou-se em Filosofia pela UFMG em 1967. Concluiu o mestrado em Filosofia também na UFMG, em 1979, e o doutorado em Filosofia na University of Edinburgh, em 1992. Foi professor do corpo permanente do departamento de Filosofia da FAFICH da UFMG de março de 1975 a julho de 2006, quando se aposentou. Trabalha na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia,em Belo Horizonte, como professor titular do Departamento de Filosofia.

Serão emitidos certificados de participação.
O Programa de Pós-Graduação em Filosofia e o CFH também apoiam a aula magna.
Mais informações pelo telefone (48) 3721-4552.

Primeira estudante indígena da Pós em Antropologia Social da UFSC defende dissertação sobre povos Kaingang

07/04/2016 07:03

“Desde criança, a gente vê antropólogos entrarem e saírem das terras indígenas. É uma relação bem próxima. Eles vão para pesquisas, demarcação de terra. Vim de uma terra de retomada, foi uma disputa de território. Nesse período, via muitos antropólogos visitarem a nossa casa, conversarem com as lideranças. Sempre achei aquilo interessante. Um deles sempre soube muito da minha família, dos meus avós”, relembra Joziléia Daniza Jagso Inácio Schild, primeira estudante indígena do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A sua dissertação Mulheres kaingang, seus caminhos, políticas e redes na TI [Terra Indígena] Serrinha foi defendida no dia 24 de fevereiro de 2016.

Em seu trabalho, a geógrafa deu ênfase a três narrativas de luta de mulheres kaingang a partir das décadas de 60 e 70. “O movimento indígena pela terra e pelos direitos não se inicia pela Constituição de 88. Houve uma luta grande do movimento indígena, que conseguiu se articular sem internet, telefone, dinheiro. Alguns artigos específicos (231 e 232 – direito aos costumes, território e crenças) nos asseguram o direito de sermos quem somos. O tema vinha sendo discutido em fóruns institucionais; a promulgação da Constituição de 88 veio depois”, destaca.

Natural da Terra Indígena (TI) do Guarita (RS), Joziléia tem Serrinha como a TI do coração. A aldeia, localizada na região Norte do Rio Grande do Sul, pertence aos municípios de Ronda Alta, Três Palmeiras, Constantino e Engenho Velho. “Passei por mais de cinco aldeias, mas sempre tivemos uma aldeia fixa, a nossa ‘emã’. Os Kaingang mudam bastante, foram povos agricultores desde sempre. Tinham aldeias migratórias em épocas de pesca, de caçadas, de colheita do pinhão – base da alimentação deles durante muitos séculos. A gente sempre praticou muito o caminhar”, afirma.

Em maio de 2013, Joziléia enviou um e-mail à coordenação do curso de Licenciatura Indígena e à direção do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), com o pedido de que houvesse a extensão das ações afirmativas existentes para o curso de graduação também ao de pós-graduação em Antropologia Social. “O pedido foi encaminhado à coordenação do Programa, e a discussão foi para o Colegiado. No segundo semestre foi lançado, para o mestrado, edital com ações afirmativas, que assegurou uma vaga para indígenas e uma para negros, e bolsa de estudo para essas vagas”, relembra.

Joziléia participou do processo seletivo da UFSC e, em março de 2014, iniciou o mestrado na Universidade. Naquele ano, não houve candidatos à vaga para indígenas ofertada para o curso de doutorado. “Tive muitos parceiros aqui para concluir meu mestrado, não pedi prorrogação. A Evelyn [Martina Schuler Zea], que foi minha professora e depois futura orientadora, deu um curso de leitura dirigida para que eu pudesse acompanhar as discussões mais teóricas da Antropologia e os textos em leitura estrangeira, apesar de eu ter proficiência. Já sou bilíngue, por isso o aprendizado de uma terceira língua é mais difícil”, afirma a mestre em Antropologia.
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