Nota de pesar pelo falecimento de Thiago Dal Jovem

24/04/2015 22:05

É com imenso pesar que informamos que Thiago Dal Jovem, estudante do curso de Geografia da UFSC, faleceu na manhã desta sexta, 24 de abril, em acidente de motocicleta no sul da ilha. Thiago tinha 27 anos, era um militante engajado na luta pelo meio ambiente em Florianópolis, era também membro da Associação de Surfe do Matadeiro e da organização SOS Matadeiro.

Aos colegas, professores, amigos e familiares de Thiago deixamos nosso apoio e solidariedade.

1ª Olimpíada Brasileira de Geografia

17/04/2015 10:58

Docentes do curso de Geografia  divulgam a 1ª Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG), que é voltada para estudantes das escolas públicas e particulares do Brasil, desde o 9° ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio. A Comissão Organizadora da OBG – COOBG está sendo formada por uma equipe voluntária de  professores de várias instituições Brasileiras, como eu, Prof. Dr. Harrysson e Prof. Drª. Kalina do MEN. Segue o link para mais informações, assim como o cronograma. Solicitamos divulgação da mesma.

Olimpiadas Brasileira de Geografia

4º Colóquio de Estudos Medievais discute a temática ‘O Mal’

14/04/2015 18:12

O Núcleo Interdisciplinar de Estudos Medievais (Meridianum) convida os interessados a participar do IV Colóquio de Estudos Medievais, tendo como temática “O Mal”. O evento será realizado entre os dias 23 e 24 de Abril, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC. Inscrições gratuitas até 22 de abril. Certificado de 16 horas.

Mais informações: (48) 9635-4556

http://meridianum.ufsc.br/2015/04/iv-coloquio-meridianum-o-mal/

Diversidade, emoção e conquista: primeira formatura de Licenciatura Intercultural Indígena da UFSC

09/04/2015 17:49

Primeira-formatura-Licenciatura-Indígena-Foto-Henrique-Almeida-81-300x199_diplomaO juramento na colação de grau da primeira turma de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC, na noite de quarta-feira, 9 de abril, falava de cultura, liberdade, autonomia, luta pela terra, autodeterminação, alegria e crianças sadias. Os discursos reiteravam a preocupação com o futuro e com manter tradições e costumes para os filhos. Pois eles estavam lá. Mais ainda do que a média habitual das formaturas, a cerimônia estava repleta de crianças, famílias e amigos, muitos dos quais vieram de longe para a ocasião: os formandos – das etnias guarani, kaingang e laklãnõ/xokleng  são provenientes do Mato Grosso do Sul (MS), Espírito Santo (ES), Rio de Janeiro (RJ), Santa Catarina (SC) e Rio Grande do Sul (RS).

Pouco antes do início da cerimônia, o kaingang Armandio Bento, 48 anos, (“21 deles como professor”, faz questão de ressaltar) não aparentava nervosismo. “Estou tranquilo e muito feliz. Agora poderei trabalhar com turmas mais avançadas, e podemos aprimorar as escolas indígenas na minha cidade”, comemorava. A cidade a que ele se refere é Redentora, no Oeste do Rio Grande do Sul (RS), com população de pouco mais de 10 mil pessoas. “Nossas principais atividades lá são o artesanato e a agricultura, e queremos continuar com essas coisas, mas também levar mais saúde e valorizar cada vez mais o estudo”, prevê.

Primeira-formatura-Licenciatura-Indígena-Foto-Henrique-Almeida-58-300x199_o grauFamiliares e amigos que vieram com os formandos já se reuniam nos arredores do Centro de Cultura e Eventos desde o meio da tarde. Os trajes de formandos e convidados mostravam a diversidade também no estilo: adereços tradicionais, como cocares e colares, misturavam-se a roupas formais e a Primeira-formatura-Licenciatura-Indígena-Foto-Henrique-Almeida-75-199x300_formandotrajes esportivos. Nos pés, sapatos impecavelmente engraxados, tênis, sandálias, tamancos e chinelos.

Com 11 pessoas na “torcida”, o xokleng Woie Patté, de José Boiteux, era um dos mais animados, tanto na hora de subir ao palco para tomar o lugar na cerimonia quanto na hora de receber o diploma: entrou, acenando para a família; abriu os braços; inclinou-se para agradecer; quando pareceu que ia sentar-se, caminhou de volta em direção à plateia – e foi aplaudido à altura. “É uma noite de muita alegria, estou emocionado mesmo”, diz. Ele trabalhava como agente de saúde e resolveu aproveitar a oportunidade de fazer uma graduação e iniciar uma carreira acadêmica – agora, os planos incluem mestrado e doutorado.

O discurso dos oradores ressaltava a importância das tradições culturais e da demarcação de território indígena. “Não importa o povo ou etnia a que pertencemos, somos todos irmãos, filhos desta terra”, lembraram. A voz chegou a falhar por causa da emoção quando dois colegas foram lembrados: Natalino e Eduardo, que são parte da turma, mas faleceram antes de terminar o curso. A paraninfa Maria Dorothea Post Darella prestou uma homenagem especial à formanda Maria Cecilia Barbosa, que se tornou bisavó enquanto fazia o curso. O presidente da Funai, Flávio Chiarelli Vicente de Azevedo, também compareceu à cerimônia.

Foi o cuidado com a família e seu povo que impulsionou o primeiro formando da noite, o guarani Adelino Gonçalves, a completar o curso, após quase haver desistido. Morador de Biguaçu (SC), conta que a rotina de trabalho e estudos ficou forçada demais, e ele quase largou a graduação pela metade. “Mas eu sei que isso vai fazer uma diferença para nós. Tenho que espalhar esse conhecimento, temos que mostrar as coisas que aprendemos e valorizar o que ensinamos. A experiência de convivência foi muito importante; um dos motivos para os não índios não respeitarem nossa cultura como deveriam é porque não a conhecem”, observa.

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