4º Colóquio de Estudos Medievais discute a temática ‘O Mal’

14/04/2015 18:12

O Núcleo Interdisciplinar de Estudos Medievais (Meridianum) convida os interessados a participar do IV Colóquio de Estudos Medievais, tendo como temática “O Mal”. O evento será realizado entre os dias 23 e 24 de Abril, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC. Inscrições gratuitas até 22 de abril. Certificado de 16 horas.

Mais informações: (48) 9635-4556

http://meridianum.ufsc.br/2015/04/iv-coloquio-meridianum-o-mal/

Diversidade, emoção e conquista: primeira formatura de Licenciatura Intercultural Indígena da UFSC

09/04/2015 17:49

Primeira-formatura-Licenciatura-Indígena-Foto-Henrique-Almeida-81-300x199_diplomaO juramento na colação de grau da primeira turma de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC, na noite de quarta-feira, 9 de abril, falava de cultura, liberdade, autonomia, luta pela terra, autodeterminação, alegria e crianças sadias. Os discursos reiteravam a preocupação com o futuro e com manter tradições e costumes para os filhos. Pois eles estavam lá. Mais ainda do que a média habitual das formaturas, a cerimônia estava repleta de crianças, famílias e amigos, muitos dos quais vieram de longe para a ocasião: os formandos – das etnias guarani, kaingang e laklãnõ/xokleng  são provenientes do Mato Grosso do Sul (MS), Espírito Santo (ES), Rio de Janeiro (RJ), Santa Catarina (SC) e Rio Grande do Sul (RS).

Pouco antes do início da cerimônia, o kaingang Armandio Bento, 48 anos, (“21 deles como professor”, faz questão de ressaltar) não aparentava nervosismo. “Estou tranquilo e muito feliz. Agora poderei trabalhar com turmas mais avançadas, e podemos aprimorar as escolas indígenas na minha cidade”, comemorava. A cidade a que ele se refere é Redentora, no Oeste do Rio Grande do Sul (RS), com população de pouco mais de 10 mil pessoas. “Nossas principais atividades lá são o artesanato e a agricultura, e queremos continuar com essas coisas, mas também levar mais saúde e valorizar cada vez mais o estudo”, prevê.

Primeira-formatura-Licenciatura-Indígena-Foto-Henrique-Almeida-58-300x199_o grauFamiliares e amigos que vieram com os formandos já se reuniam nos arredores do Centro de Cultura e Eventos desde o meio da tarde. Os trajes de formandos e convidados mostravam a diversidade também no estilo: adereços tradicionais, como cocares e colares, misturavam-se a roupas formais e a Primeira-formatura-Licenciatura-Indígena-Foto-Henrique-Almeida-75-199x300_formandotrajes esportivos. Nos pés, sapatos impecavelmente engraxados, tênis, sandálias, tamancos e chinelos.

Com 11 pessoas na “torcida”, o xokleng Woie Patté, de José Boiteux, era um dos mais animados, tanto na hora de subir ao palco para tomar o lugar na cerimonia quanto na hora de receber o diploma: entrou, acenando para a família; abriu os braços; inclinou-se para agradecer; quando pareceu que ia sentar-se, caminhou de volta em direção à plateia – e foi aplaudido à altura. “É uma noite de muita alegria, estou emocionado mesmo”, diz. Ele trabalhava como agente de saúde e resolveu aproveitar a oportunidade de fazer uma graduação e iniciar uma carreira acadêmica – agora, os planos incluem mestrado e doutorado.

O discurso dos oradores ressaltava a importância das tradições culturais e da demarcação de território indígena. “Não importa o povo ou etnia a que pertencemos, somos todos irmãos, filhos desta terra”, lembraram. A voz chegou a falhar por causa da emoção quando dois colegas foram lembrados: Natalino e Eduardo, que são parte da turma, mas faleceram antes de terminar o curso. A paraninfa Maria Dorothea Post Darella prestou uma homenagem especial à formanda Maria Cecilia Barbosa, que se tornou bisavó enquanto fazia o curso. O presidente da Funai, Flávio Chiarelli Vicente de Azevedo, também compareceu à cerimônia.

Foi o cuidado com a família e seu povo que impulsionou o primeiro formando da noite, o guarani Adelino Gonçalves, a completar o curso, após quase haver desistido. Morador de Biguaçu (SC), conta que a rotina de trabalho e estudos ficou forçada demais, e ele quase largou a graduação pela metade. “Mas eu sei que isso vai fazer uma diferença para nós. Tenho que espalhar esse conhecimento, temos que mostrar as coisas que aprendemos e valorizar o que ensinamos. A experiência de convivência foi muito importante; um dos motivos para os não índios não respeitarem nossa cultura como deveriam é porque não a conhecem”, observa.

Veja mais fotos.

Licenciatura Indígena da UFSC forma primeira turma na próxima quarta, 8 de abril

02/04/2015 18:47

A Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica (LII), iniciada na UFSC em fevereiro de 2011, forma sua primeira turma no dia 8 de abril de 2015, no Centro de Cultura e Eventos, às 19h30. O curso é composto por alunos Guarani, Kaingang e Laklãnõ/Xokleng, provenientes dos estados de Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e tem como substrato a questão territorial, os direitos territoriais. Daí seu eixo norteador denominar-se “Territórios Indígenas: A questão fundiária e ambiental no Bioma Mata Atlântica”.

Todos os cursos de Licenciatura Intercultural Indígena no Brasil pressupõem metodologicamente a instituição da pedagogia da alternância, que viabiliza a experiência que agrega Tempo-Universidade (TU) e Tempo-Comunidade (TC). O TU é constituído por períodos presencias e intensivos de formação no Campus de Florianópolis e/ou nas escolas em Terras Indígenas ou o mais próximo delas. No total, foram 20 etapas intensivas de duas a três semanas. Já o TC destina-se a estudos orientados, projetos de pesquisa e de intervenção comunitária. No TC, a participação de sábios e especialistas indígenas foi um recurso para a aprendizagem.
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Lançamento do Almanaque d’Elas “Ah! Então, eu sou feminista” da Rede Feminista

30/03/2015 07:45

“Ah! Então, eu sou feminista” essa é conclusão que a leitora e o leitor terão depois de ler o “Almanaque Feminista”.

A publicação da Rede Feminista de Saúde surge com a proposta de uma abordagem mais popular sobre temas relacionados ao feminismo e à questão de gênero, trazendo assuntos ainda considerados tabus ou de aspecto intelectualizado, para que alcancem o conhecimento de um maior número de pessoas, de maneira mais informal e objetiva.

O conteúdo do Almanaque Feminista será semelhante ao de qualquer outro, com textos, tiras, curiosidades, imagens – conteúdo diverso, abordado com leveza e direcionado ao feminismo.

A publicação é um desdobramento do projeto “Feminismo em Gestão”, promovido pela Rede Feminista, em parceria com a Casa da Mulher Catarina e com o Fundo Elas. A ideia surgiu através de um projeto de formação e se estende à divulgação e socialização dos temas abordados. A publicação será lançada no dia 30 de março, às 20h no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), em versão impressa e eletrônica.